Deola: seguro no início, quando foi exigido várias vezes, e pegou uma falta na gaveta no segundo tempo. 8
Artur: poucas chances de subir, e ainda não teve a precisão de Assunção para lhe alçar bolas aéreas. 6,5
Leandro Amaro: uma ou outra jogada afobada, mas acertou bem mais que errou. 7
Henrique: mais uma partida tranquila do xerifão, desta vez alçado a capitão do time. 7,5
Juninho: partida brilhante, em todas as funções. Vamos ver se agora pára de oscilar. 9
Marcio Araújo: outro que comeu a bola, destruindo o Lenilson, cobrindo os companheiros e até saindo para o jogo. 9
Chico: mostrou ter plena consciência da proposta de Felipão e extrema obediência tática. 8
João Vítor: mais uma vez fez uma ótima partida, mas cometeu um vacilo que deu em gol. O drible que tomou no gol do Linense, naquele espaço, não pode. 8
Daniel Carvalho: desta vez teve a missão facilitada pelo espaço liberado pelo Linense. Ele agradeceu e mandou ver. Está cada dia mais fino. 8,5
Maikon Leite: está cada vez mais parecido com Muñoz, o Burrinho Veloz. Levanta a cabeça, cazzo! 6
Barcos: com cinco gols em seis jogos, o gringo está numa fase espetacular. Será que é assim o tempo todo? DEZ
Patrik: toques longos em vez de carregar a bola, atrapalhado, desleixado. 4,5
Cicinho: só entrou porque Artur levou um cartão por cera, a sete minutos do fim. S/N
Román: descobriu que o prêmio por vitória aqui no Brasil se chama bitcho. S/N
Felipão: sua preocupação com o sistema defensivo quando o placar estava três a zero revela o quanto está realmente preocupado em fazer o time se desenvolver ao máximo. O Bigode pode até errar, mas ele não está ali brincando. 8
Pouco antes do clássico contra o São Paulo, a diretoria palmeirense lançou uma campanha, através do site www.wesleynoverdao.com.br com o objetivo de arrecadar a quantia necessária para trazer o volante Wesley.
Numa iniciativa inédita no futebol brasileiro, o torcedor palmeirense pode fazer uma doação através de seu cartão de crédito.
A quantia que precisa ser arrecadada é de R$ 21.377.300, até o dia 25 de março. E é aí que está o problema.
Acho pouco provável que este montante seja arrecadado em 29 dias, ainda mais utilizando o cartão como forma de pagamento. Mas é uma tentativa válida.
Creio que só daqui há algum tempo poderemos dizer ser o sistema de crowdfunding será uma prática comum no futebol brasileiro, de valores cada vez mais astronômicos.
Se não conseguirem os vinte e um milhões, a cobrança não será debitada no cartão, e o jogador volta para a Alemanha. Volta mesmo?
Bem, o meu palpite é que o clube não vai perder o atleta e deve cobrir de alguma forma a diferença a ser paga ao clube alemão.
Deola: não teve a menor chance nos gols, e fez boas defesas. Mostrou estar com o reflexo rápido ao rebater para o lado bolas que pareciam fáceis mas que desviaram em cima da hora. 8
Cicinho: ao que parece, saiu da zona de conforto e passou a se dedicar como se deve, inclusive na marcação. Foi infeliz no lance do pênalti, Felipão já tinha dado a letra: eles estão dando tudo. 7
Leandro Amaro: vai mostrando que clássico e jogo com time pequeno não lhe fazem diferença. Segue quebrando o galho sem matar ninguém do coração. 7
Henrique: partida sem sustos, comandando a defesa com personalidade. 7,5
Juninho: ao contrário de Leandro Amaro, parece ter balançado um pouco com a importância do jogo. Retraído, perdeu a maioria das disputas. 5
Marcio Araújo: quando não erra passes, é porque não aparece para fazer a saída de bola. Não sei se corneto ou se comemoro. 6
Marcos Assunção: segundo jogo seguido com o pé descalibrado. Sorte nossa: em cobranças de outros companheiros, dois gols. Convidou Fernandinho para entrar, sentar e ficar à vontade. 4
João Vítor: partida interessante manchada pela displicência no lance do primeiro gol do SPFC. 6,5
Daniel Carvalho: num jogo disputado em temperatura tão alta, era de se esperar que fosse cansar, ainda mais pelo tanto que correu. Enquanto teve gás, jogou muito. 8
Maikon Leite: teve espaço para tentar suas jogadas, mas desperdiçou quase todas. Numa delas, chutou quase em Assunción. Salvou-se pela assistência do segundo gol. 6,5
Barcos: o melhor do Palmeiras, disparado. Além dos dois gols, deixa os beques adversários tontos o tempo todo. É um perigo. 9
Patrik: boa partida, revezando-se com João Vítor na marcação do lado direito e na armação. Foi melhor marcando. 6,5
Chico: entrou a cinco minutos do fim no João vítor, só para melhorar a altura do time. S/N
Ricardo Bueno: está vendo sua batata assar e tentou resolver o jogo de todo o jeito – desde que Barcos não participasse. S/N
Felipão: a escalação de João Vítor foi um acerto para este jogo – o que não quer dizer que esteja nascendo um novo Luan pela direita. Pedro Carmona mais uma vez não foi para o jogo, mesmo com a saída de Daniel Carvalho. Vamos aguardar mais alguns jogos para ver se essa tendência é irreversível. Felipão adora contrariar, quanto mais enchem o saco dele, mais ele teima. 6
Bruno: errou apenas uma reposição de bola, de resto, foi bem, inclusive nas (poucas) bolas altas. Fez uma defesaça no segundo tempo, num chute cruzado. 7,5
Cicinho: um dos mais acomodados, errando alguns lances até com displiscência. 3
Leandro Amaro: vai mostrando que está no mesmo nível dos zagueiros reservas dos outros times grandes. Nada mais que isso. 6
Román: mostrou bom senso de colocação, mas com a bola no pé deu medo. Lembrou muito o Agnaldo, zagueiro reserva da primeira época de Felipão no Palmeiras. 6,5
Juninho: continua prejudicado pela falta de desenvolvimento do nosso setor esquerdo. Não sabe se vai ou se fica. 6
Marcio Araújo: mais uma vez abusou de errar passes. Podia ter evitado o pênalti, embora tenha ficado no fogo e chegado na corrida. 5
Marcos Assunção: com o pé descalibrado, sobreviveu por conhecer os atalhos do campo. 5,5
Patrik: estava indo tão bem… de repente, voltou a fazer uma partida muito abaixo da crítica, aceitando completamente a marcação do adversário. 3,5
Daniel Carvalho: mais uma vez mostrou talento acima da média, em lances geniais. Também conseguiu se impor no físico, pareceu mais fino. Mas não resolveu. 7
Maikon Leite: salvo pelo oportunismo do gol. Erra jogadas incríveis por falta de fundamento. A seu favor, ter que cair pela esquerda algumas vezes – aí quebra mesmo. 7
Barcos: encheu o saco dos zagueiros o tempo todo, mesmo um tanto isolado conseguiu criar chances sozinho – inclusive a do gol. Se aprimorar o cabeceio, vira um monstro. 8
Arthur: entrou a quinze minutos do fim e fez mais que Cicinho em 75 minutos. 6,5
João Vítor: pode até ser uma boa opção de apoio enquanto marcador, mas jamais pode ser o cara da armação. 5
Vinicius: entrou na parte final do jogo para dar mais trabalho à zaga e o máximo que conseguiu foi sofrer uma falta no bico da área. S/N
Felipão: errou na montagem do banco mais uma vez, só que hoje fez falta. Sem Valdivia, não há explicação para Carmona ficar de fora do banco, a não ser para testar João Vítor. OK, deu errado. Quero ver agora, hein Bigode? 4
O elenco palmeirense realizou na tarde desta quarta-feira (22) o último preparativo antes do duelo contra o Oeste, que acontece nesta quinta, às 19h30, no estádio do Pacaembu. Na atividade desta tarde, os jogadores realizaram um descontraído recreativo e depois treinaram finalizações e jogadas de bola parada, com faltas e penalidades.
Para este confronto, a principal novidade será o retorno do lateral-direito Cicinho, que cumpriu suspensão automática na última rodada. O seu companheiro de posição, Artur, recuperou-se a tempo de uma pancada na região da bacia e também está à diposição. Já a única baixa em relação aos últimos jogos será o zagueiro Henrique, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Além do defensor, o Verdão não poderá contar com Valdivia, que se recupera de uma lesão na coxa direita; o zagueiro Thiago Heleno, que faz atividades físicas, e o atacante Fernandão, com dores no púbis. O meia-atacante Luan segue se recuperando de cirurgia no pé esquerdo e ficará 15 dias de repouso.
A delegação seguiu para a concentração logo após o treino e o técnico Luiz Felipe Scolari relacionou 18 jogadores:
Deola e Bruno [goleiros]
Cicinho, Artur e Juninho [laterais]
Leandro Amaro, Maurício Ramos e Román [zagueiros]
Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor e Chico [volantes]
Daniel Carvalho e Patrik [meias]
Maikon Leite, Barcos, Ricardo Bueno e Vinícius [atacantes]
Deola: tinha feito duas ótimas defesas, aí tomou um frangaço. Parece que sentiu, e seguiu nervoso. Pelo menos admitiu a falha, não culpou companheiros ou o refletor. 3
Arthur: vinha quebrando a tradição de jogador que estreia no Palmeiras ao fazer uma partida tímida, mostrando algum nervosismo. Aí achou um gol… 7
Mauricio Ramos: um erro grave por jogo, a saga continua. E que erro. 3
Henrique: confirma a tendência de jogar bem quando o ambiente está bom. Felizmente o Henrique irregular do ano passado parece que foi embora. 7,5
Gerley: se alguém não lembrava por que tivemos que buscar o Juninho em Santa Catarina, agora lembrou. 5
Marcio Araújo: voltou ao normal, com dieito até a pierrada. 4
Marcos Assunção: dentro de suas limitações, foi uma figura importante para não perdermos o meio de uma vez. E para variar, decidiu de novo. 9,5
Patrik: não dá para entender um jogador que tem uma chance de ouro na vida jogar de forma tão desinteressada. 2
Daniel Carvalho: muito marcado, sofreu com os erros de passes, Quando teve uma boa chance, conferiu. É diferenciado. 8,5
Maikon Leite: tentou, tentou, tentou. Errou, errou, errou. Teve lance em que ele até apostou corrida com a bola – e ganhou! 4
Fernandão: partida correta, manteve a calma e fez bem seu trabalho, apesar das caídas pela direita. Lidou bem com a sombra de Barcos no banco. 7,5
João Vítor: sua entrada deu mais força ao meio-campo do time. 6,5
Barcos: entrou com o time mais preocupado em se defender, e teve poucas chances de pegar na bola. 6
Chico: entrou a dez minutos do fim, e dentro da proposta de Felipão, teve papel importante. 6,5
Felipão: fez rodízio no elenco, e pagou por isso. Mesmo assim, podia não ter tomado o sufoco que tomou, mas isto é Scolari. 5
O Palmeiras viajou até a cidade de Bragança Paulista para encarar o Bragantino neste domingo (22), no estádio Nabi Adid Chedid e venceu pelo placar de 2×1 em sua estreia no Paulistão. Com Murtosa comandando a equipe – o técnico Felipão e o goleiro Deola foram suspensos pelo TJD-SP – e com gols de Leandro Amaro e Maikon Leite, o Verdão garantiu os seus primeiros três pontos no campeonato.
O jogo começou agitado, mas com o Palmeiras disposto a impor o ritmo logo nos primeiros minutos. Aos 6 min, Marcos Assunção cobrou escanteio na medida para Leandro Amaro cabecear no canto do goleiro Rafael Santos e abrir o placar da partida.
Com os dois times dispostos a iniciar o campeonato com o pé direito, a partida era de bastante equilíbrio e de boas oportunidades para ambas as equipes. Enquanto as chances do Verdão saíam do contra-ataque, o time da casa arriscava nas bolas aéreas.
Aos 29 min, o Palmeiras chegou mais uma vez com perigo e dessa vez pela lateral. Após boa troca de passes, Cicinho recebeu cruzamento e tentou de cabeça, mas a bola passou com perigo e foi só tiro de meta para o adversário.
Dois minutos depois, Márcio Araújo saiu em contra-ataque rápido, passou para Valdivia que carregou pelo meio, saiu do marcador e tocou para Ricardo Bueno na cara gol, mas o auxiliar já marcava posição irregular do atacante. No final do jogo, o Palmeiras continuou pressionando o Bragantino, criou boas jogadas com grandes chances de marcar o segundo, mas, aos 46 min, o árbitro apitou o final do primeiro tempo e com vitória parcial do Verdão.
Os dois times voltaram sem alterações para o segundo tempo. Ao contrário da etapa inicial, desta vez quem começou pressionando foi o time de Bragança. Aos 4 min, Fernando Gabriel cobrou falta no ângulo, mas Bruno fez bela defesa e voou para salvar o que seria o gol de empate.
A partida continuou equilibrada, mas com o time alviverde mais entrosado no ataque. Aos 9 min, Valdivia lançou para a grande área, o goleiro Rafael Santos saiu mal do gol e quase entregou para Ricardo Bueno marcar mais um, mas a defesa conseguiu afastar o perigo.
Cinco minutos depois, Cicinho recebeu o primeiro cartão amarelo do Palmeiras após derrubar Léo Jaime na área e o árbitro marcar penalidade máxima contra o Verdão. Wellington bateu alto no canto esquerdo do goleiro Bruno que chegou perto, mas não conseguiu impedir o gol de empate.
Aos 23 min, o auxiliar Flávio Teixeira, mais conhecido como Murtosa, mexeu pela primeira vez na equipe e tirou Ricardo Bueno para a entrada de Fernandão. Nos minutos seguintes, o Verdão arriscou várias vezes, mas estava com dificuldades para converter as bolas.
Faltando pouco menos de 10 min para o final da partida, Murtosa fez a segunda substituição e tirou o meia Tinga para a entrada de Maikon Leite, dando mais velocidade para o ataque palmeirense. E logo na sua primeira jogada, o camisa 7 recebeu um passe de Valdivia pela esquerda e cabeceou no canto direito para marcar o segundo gol do Verdão.
No final da partida, Murtosa fez a terceira e última alteração colocando Chico no lugar de Valdivia, que fez uma ótima partida e saiu aplaudido de campo. Mas, sem tempo para mais nada, o árbitro apitou o final da partida e o Verdão garantiu os três primeiros pontos do campeonato.
O próximo confronto do Palmeiras será contra a Portuguesa nesta quarta-feira (25), às 22h, no Pacaembu pela 2ª rodada do Campeonato Paulista.